A atenção dos olhos políticos e econômicos da América do Sul se volta para Assunção, no Paraguai, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem presença confirmada para o final de junho. A capital paraguaia será o palco da Cúpula do Mercosul, evento que marca o encerramento da presidência pro tempore exercida por Santiago Peña e que promete pautas de grande relevância para a integração regional.
Acordo Mercosul-Canadá: um passo gigante em negociação
Um dos pontos altos da agenda e que gera grande expectativa é o possível anúncio da concretização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá. Fontes do governo brasileiro indicam que as negociações estão em estágio avançado, com a possibilidade real de serem finalizadas a tempo do encontro de cúpula. A última rodada de conversas, realizada entre 27 e 30 de abril, já viu progressos significativos, com o encaminhamento de três capítulos do acordo para encerramento. Uma nova rodada em maio visa selar esse importante pacto comercial.
O Mercosul, bloco fundamental na geopolítica sul-americana, congrega Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai como membros plenos, além da Bolívia, que segue em processo de adesão. A integração econômica e social desses países é a espinha dorsal do bloco, e acordos comerciais como o que se desenha com o Canadá são cruciais para o fortalecimento e expansão de suas relações no cenário global.
O futuro da Venezuela no bloco
Outra questão que deverá ganhar destaque nas discussões é a eventual reintegração da Venezuela ao Mercosul. Suspensa desde 2016 por descumprimento de normas e compromissos, a situação do país vizinho pode ser revista após a recente mudança no cenário político interno. A reavaliação da suspensão exige consenso entre os membros fundadores e uma análise rigorosa do cumprimento das exigências do bloco. O governo brasileiro, segundo apurado, vê com bons olhos o retorno da Venezuela, defendendo que o Mercosul é um vital espaço de diálogo e integração regional. A cúpula de Assunção promete ser decisiva para o futuro dessas e outras importantes agendas que moldarão as relações no continente.
