O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manteve sua posição crítica em relação a Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (20/5). Ele afirmou que as explicações do senador sobre os áudios enviados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, “não foram convincentes”. A declaração foi feita durante sua participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília (DF).
“As explicações, para mim, não foram convincentes e precisamos delas. O Brasil precisa de um presidente que, para fazer as mudanças necessárias, precise ter credibilidade. Apesar de morar em Belo Horizonte, que é a mesma cidade do banqueiro, eu não tive uma reunião com ele, eu nunca tive um encontro com ele, nem oficial, nem informal, não tenho ele na minha agenda de telefone, então me parece que esse banqueiro foi atrás de pessoas para quem ele via que seria bem recebido”, destacou Zema em seu pronunciamento.
Críticas e credibilidade
Pré-candidato à Presidência da República, Zema tem direcionado críticas a Flávio Bolsonaro desde a disseminação dos áudios. Nestes áudios, o senador aparece cobrando valores de Daniel Vorcaro, que está sob investigação por questões de fraude financeira. Os repasses, estimados em milhões, seriam destinados ao financiamento do filme _Dark Horse_, uma cinebiografia que aborda parte da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após a divulgação das conversas, Zema qualificou a cobrança de Flávio como “imperdoável” e reiterou que as revelações a respeito de sua ligação com o banqueiro detido representam um “tapa na cara dos brasileiros”. Apesar de ambos disputarem o mesmo cargo nas próximas eleições, Zema era considerado, até então, um aliado político do filho 01 do ex-presidente. Contudo, Zema afirmou que está “disponível” para dialogar com Flávio Bolsonaro sobre o assunto, não descartando um possível apoio em um eventual segundo turno. Segundo o político mineiro, a principal prioridade é manter a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
